Entrevista sobre Encontros Poéticos

Entrevista cedida por Pedro Alberto a Carolina Jacobini e Nattalya Lourenço.

De onde surgiu a ideia do projeto?

Os Encontros Poéticos surgiram a partir da 3ª edição da Musicada. Na época, eu não pude participar do evento (seria a minha primeira participação), mas a Bárbara Ariadene (artista sorocabana) levou uma poesia minha e leu para quem estava lá. Depois disso, a Isadora Leme entrou em contato comigo, e resolvemos fazer um evento que se voltasse principalmente para a poesia e menos para a música. O João embarcou nessa também e, na verdade, a Isadora teve alguns problemas e acabou não participando dos Encontros. Hoje em dia quem organiza sou eu mesmo, sempre com ajuda dos artistas que participam.

Qual o objetivo do projeto?

Os Encontros tem alguns objetivos principais e outros secundários. Os dois primeiros objetivos são (i) ocupar os espaços públicos com arte autoral e (ii) criar redes de contato entre artistas e admiradores de arte. Assim, a ideia é sempre fortalecer o material autoral e ao mesmo tempo apresentá-lo em espaços acessíveis para uma comunidade mais ampla. Alguns dos objetivos secundários (ou nem tão secundários assim) são fornecer atividades alternativas para o público jovem aos domingos, desconstruir a ideia de espetacularização da arte, criar uma regularidade das atividades artísticas que propomos.

Qual a importância de projetos culturais para o público jovem?

Creio que o ponto chave seja a formação de identidade, de pertencimento a um grupo em que o indivíduo possa ampliar seus potenciais e colocar sua criatividade em funcionamento sem ser julgado pelos parâmetros que são utilizados em outros espaços como a escola, por exemplo. A criação de uma comunidade que possa discutir e apreciar o trabalho realizado dentro dessa própria comunidade é importante para que artistas e admiradores de arte também possam ir aprendendo a como se apresentar para um público mais amplo. Acho que o Encontro Poético é um bom lugar para se começar a apresentar material antes de levar a outros lugares.

Há apoio de órgãos públicos para o projeto?

No caso dos Encontros Poéticos, não contamos com o apoio de nenhum orgão, seja governamental ou não governamental; na verdade, isso seria contra a proposta inicial do projeto. Temos em mente que a construção coletiva sem o apoio do Estado seja fundamental para criarmos uma rede de contatos pautada na integração de seus participantes, no apoio-mútuo e na ação direta de cada indivíduo. O evento cresce ou diminui de acordo com aqueles que dele participam.

Quais são as dificuldades encontradas?

Creio que a principal dificuldade até o momento seja a estrutura dos locais em que fazemos os Encontros. Como não utilizamos microfones, amplificadores etc, às vezes acaba sendo difícil de ouvir os artistas se apresentando, caso não haja apoio das pessoas que estão lá. Mas isso a gente sempre vai resolvendo na hora. Outra dificuldade é levar o evento para praças mais afastadas, pois nosso público atual possui certas dificuldades para se mover até locais mais periféricos; esperamos consertar isso com o tempo.

Como é a recepção e percepção do público ao projeto?

Em geral, temos um feedback bastante positivo. Fomos criando uma rede fixa de amizades que sempre comparece aos eventos, e ao mesmo tempo sempre temos o prazer de ver novos rostos. Além disso, sempre temos exposições e apresentações musicais de artistas que nos procuram para ajudar, é bastante positivo e caloroso.

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